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sábado, 1 de janeiro de 2011

A DINÂMICA PSÍQUICA DENTRO DAS EMPRESAS






Por Simone Costa



Hoje em dia escutamos as pessoas reclamarem das empresas, do chefe ou diretor pedindo inúmeras tarefas ao mesmo tempo e cobrando a conclusão de todas sem ter o discenimento do limite de tempo que cada um necessita para realizar um trabalho bem elaborado.

Dentro deste ciclo muitos se atrapalham se perdem e deixam as portas abertas para a entrada do Estresse em suas vidas.


ESTRESSE


O Estresse é uma euforia negativa e dominada pela ansiedade. Ele tira a concentração, cria uma indisciplina e deixa a pessoa dissociada de si mesma.


A disciplina psíquica está dentro de cada um, basta saber desenvolve-la para manter o equilíbrio frente a situações que mexem com as emoções. Sem esta disciplina as pessoas ficam angustiadas em querer resolver as atividades o mais rápido possível e geram frustrações desnecessárias por não conseguirem um tempo para pensar em uuma estratégia.


Quando um indivíduo fica estressado frente a alguma cobrança, automaticamente ele se duminui perante a si mesmo e fica se avaliando negativamente em todos os sentidos. O estresse esgota o emocional deixando a pessoa confusa ou dependendo do grau podendo em alguns casos desencandear uma Síndrome do Pânico

MUDANÇAS


As mudanças são sempre bem vindas no meio profissional, é ela que fornece a nossa base de sustentação para a vida. As outras áreas social, amorosa acompanham esta base maior. Mas a carga de trabalho precisa ser dividida, quando ela está em excesso ocorre o desequilíbrio atraindo sintomas físicos e emocionais. Paralisa o indivíduo para o amadurecimento profissional por não ter obtido o discernimento em relação aos seus limites ou em alguns casos de ter ficado cego quando teve a oportunidade de ir além e acabou se boicotando.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

A construção do mundo interior através da Surdocegueira



por Simone Costa

Qualquer perda envolve o luto e seu tempo subjetivo para elaborá-lo. É assim que segue o enfrentamento desta doença degenerativa da retina, chamada Síndrome de Usher. Infelizmente, são milhares os portadores de surdocegueira que é uma doença que degenera lentamente, ou em outros casos rapidamente, a visão e a audição, levando a perda total de ambos. Muitos portadores possuem a visão subnormal, juntamente com a audição reduzida ou vice-versa. Existem também os casos dos que perderam 100% desses sentidos. São dois limites que tentam bloquear a independência, porém a reabilitação existe para trazer à tona a aceitação dessas perdas e a possibilidade da construção de um novo mundo: interior e exterior.

A construção através dos sentidos

É importante que o surdocego passe a tatear e explorar o mundo para obter um novo conhecimento de uma forma mais adaptada aos seus limites.
Através do tato é possível formular as suas próprias imagens e o sentir dará significado para as suas percepções. As mãos serão ferramentas de comunicação com o mundo externo para construir o interno.
Atualmente, é natural para os portadores que aceitam a doença, começar a aumentar o seu ciclo social no convívio com outros portadores de surdocegueira. É uma forma de sentirem-se acolhidos e perceberem que não estão sozinhos no enfretamento e na luta para a adaptação. Através desta convivência com portadores e com seus familiares, passam a reconhecer as pessoas pelo cheiro, e tato. Essas personalidades começam a ser transformadas em imagens através desses sentidos. É a partir desse momento que se inicia a construção do seu mundo interno. Esse mesmo processo também é utilizado na exploração de lugares e objetos.
É necessário enfrentar o limite presente para assim poder seguir em frente na sua evolução de vida. A superação não significa que esse limite foi bem resolvido dentro da pessoa, é preciso enfrentá-lo para resolvê-lo, sem deixar resquícios ou miasmas. Quando não ocorre o enfrentamento, isso pode voltar futuramente para ter que encará-lo e colocá-lo no passado. Esse processo pode vir seguido de raiva, mas através disso, a coragem se aproxima para o movimento da mudança. No momento de fúria sentimos uma força intensa dentro de nós e a primeira atitude é seguir o impulso negativo, ou seja, a raiva não trabalhada. Quando este sentimento forte é impulsionado para o bem, pode-se usar esta força para tomarmos atitudes positivas, mas para isso é necessário não agir por impulso, senão o discernimento não chega para colocar a pessoa no centro de si. A raiva discernida e trabalhada para o caminho do progresso abrirá as portas para o perdão. Perdoando você se liberta das amarras desse ódio e da injustiça, eleva-se o espírito, doa-se o que há de melhor dentro de si mesmo e passa a ter esperança, compreensão e amor.
A injustiça remete a pessoa a tarefa de julgar e com isso não liberta a raiva que está manipulando a impulsividade do indivíduo.

“O enfrentamento de um limite é aprender a perdoar e se doar para a liberdade da independência.”


Claudia Sofia é surdacega há 20 anos e Carlos Jorge há 16 anos. São casados e apesar das limitações, conquistaram a independência através da aceitação. Suas formas de comunicações são diferentes. Claudia Sofia usa o método Tadoma, que é usado para a leitura labial ajudando na comunicação. Ela coloca seu polegar na boca do falante e os seus dedos ao longo da mandíbula. Conforme o movimento labial e a vibração da voz ela consegue entender sem precisar que o ouvinte fale alto. A comunicação do Carlos Jorge é através da Libras Tátil sobre as mãos.
Ambos necessitam de um guia intérprete que são seus olhos e os ouvidos. Assim, transmitem todas as informações que acontecem ao redor dos portadores.
Carlos Jorge é assistente de comunicação de Curso de Mergulho Adaptado e prática esportes radicais.

Depoimento

“Desde o momento que apareceu a surdocegueira na minha vida, tive apoio da minha família e por este motivo não ocorreu uma revolta futura. Consegui realizar meu sonho de pular de para quedas em 2005. Hoje me sinto muito feliz com o meu marido e também com muitos amigos que conquistei após as perdas. Não sinto vontade de voltar a enxergar, sou feliz assim. Se um dia eu voltasse a enxergar poderia ter perdido as oportunidades que tive durante todos esses anos. Espero junto com o Carlos conquistar o resto de nossos sonhos porque para nós a vida sempre continua” (C. Sofia)

Claudia Sofia e Carlos Jorge são proprietários da ABRASC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SURDOCEGOS ambos prestam apoio e assistência aos portadores desta síndrome, ensinando-os a conquistarem a independência que ambos conseguiram.

Comunicação Libras Tátil

Comunicação através do Tadoma

terça-feira, 20 de outubro de 2009

DTM – Disfunção da ATM (Articulação Temporo Mandibular)



por Simone Costa


A Disfunção da ATM é um desconforto maxilar, ou seja, uma dor que envolve músculos da face e dentes na sua forma de morder, podendo ocasionar cansaço, stress, dificuldades na coluna, surdez temporária, zumbido nos ouvidos e insônia, levando a um incômodo emocional.

O mecanismo Psíquico

Podemos observar que tal disfunção está ligada a dificuldade em digerir problemas na vida. Esta má digestão, somatiza problemas físicos conforme informados no primeiro parágrafo. Os desconfortos físicos são as dores sombrias, ou seja, negativas que não deixam o indivíduo refletir sobre a atração deste ciclo e por isso gera o desconforto emocional. O cansaço é físico e mental; o stress é a falta de percepção do problema presente; a coluna ataca a mobilidade de atitude para a mudança; a surdez temporária é a resistência em ouvir a si próprio; o zumbido é a voz interior distorcida atrapalhando a reflexão para o discernimento; a insônia reflete no peso disso tudo e por fim o emocional torna-se sombrio e manipula o indivíduo para não conseguir solucionar o foco do conflito.