.

.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

CICLO VICIOSO



por Simone Costa

Nos dias de hoje existem pessoas que repetem histórias, fazem os mesmos dramas, atraem as mesmas situações e tipos de personalidades para suas vidas. Com o decorrer do tempo este ciclo acaba tornando-se vicioso. Se perdem em si mesmo e nas loucuras que se colocam e se propõe a viver. É muito mais cômodo ficar estacionado e colocar-se em posição de vítima do que criar o seu próprio ciclo de harmonia, progresso e paz na consciência. Alguns resistem e dizem que é difícil se libertar dele, mas no fundo isso é o medo do novo e da responsabilidade que a maturidade traz.
Algumas dessas pessoas não conseguem refletir e outras não possuem nem forças para que essa reflexão venha a tona na sua percepção. Para que mudar se a mesma pode continuar assim? Pois sabe que tem pessoas que “cuidam dela”.
Infelizmente existem sim pessoas que entram nesse ciclo para serem usadas como muletas. Mas a culpa não é da pessoa que se deixou levar por essa situação e sim da que se permitiu entrar nessa história, ou seja, neste ciclo negativo. Geralmente essas pessoas que se permitem a isso já usaram em algum momento o outro como muleta, e se esta situação esta acontecendo novamente é porque não trabalhou essa questão da maneira correta e não a colocou no seu passado. Por isso ela puxa essa energia e o outro faz o mesmo com ela.
A origem deste ciclo
É importante entender, de onde surge esse ciclo e o porque caímos dentro dele com facilidade em um piscar de olhos. Os pais tem responsabilidade por essa questão. Eles criam objetivos de vidas e tentam alcançá-los, mas no decorrer do tempo nem sempre é possível. Mães que sonharam em seguir com uma profissão que se identificavam, pai que tentou ser eles mesmo e por alguma razão se moldou a família. São pequenas coisas que carregam consigo e quando casam, projetam diretamente no filho idealizado. A criança mesmo antes de nascer já sente a pressão. O tempo todo os pais comentam: "Meu filho(a) vai ser médico"; "vai torcer para o meu time"; "não vai namorar tão cedo"; "não vai ficar até tarde fora de casa" e assim vai. Ao nascer o bebê sofre um choque, ele sai do aconchego do útero e respira um mundo desconhecido que para ele é assustador. Ele sofre as primeiras invasões dos médicos e enfermeiras desentupindo o seu nariz, cortando o vínculo interno (cordão umbilical) e após isso consegue se acalmar um pouco nos braços de sua mãe. Nos primeiros meses de vida o bebê não sabe que tem uma mãe, apenas sente um novo aconchego. O mesmo passa por um processo de onipotência. Significa que tudo que a mãe lhe dá ele acha que aquilo é fruto de sua imaginação. Por exemplo: o bebê sente fome e chora imediatadamente a mãe já sabe discriminar o choro e da afeto a ele (alimento). Aquele alimento ele acha que é fruto de sua imaginação. Esta é a fase que ele vive um momento narcísico e não sabe que existe um outro (a mãe). Conforme os anos de vida da criança passam, maiores são as expectativas dos pais em cima. A criança vai construindo sua personalidade com dificuldade, pois esta personalidade é moldada pelos pais e não por ela mesma. Passa a adolescência e chega a vida adulta. Na fase adulta começam os problemas não resolvidas na infância. A evolução das fases foram todas moldadas pelos pais sem ter deixado o filho se sentir livre para fazer o que sentia vontade e lhe dava prazer, a sua energia já esta dominada pelos pais, por isso ela acabou vivendo a vida que os pais não viveram. A forma que os pais não puderam viver eles querem que os filhos vivam, mas de uma forma prisioneira e sob o controle deles, por isso muitas mães ficam desequilibradas quando os filham chegam tarde em casa, não obedecem, elas falam palavrões e sentem raiva. Mas todo esse sofrimento não é em relação ao filho e sim em relação a ela mesma por não ter vivido esta fase de liberdade. Esse processo inconsciente pode ser trabalhado em terapia, pois a percepção no meio familiar é confusa e fica difícil o discernimento de mudanças positivas para solucionar os comportamentos. Esta luta inconstante nada mais é do que os filhos tentando ser eles mesmos, porém existe a parte negativista e a falta da visão mais abrangente e perceptiva dos pais, que sem perceberem os puxam para continuar aprisionados e moldados. Nesse momento ocorre a repetição que faz parte deste ciclo. A mesma falta de visão que os pais sofreram, inconscientemente é repetida em cima dos seus futuros filhos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

UM OLHAR ALÉM

Na psicologia entendemos que a deficiência visual está ligada às pessoas que não querem enxergar certas coisas em suas vidas. Existem aqueles deficientes que apesar da vida ter tirado deles a visão, não desistem e mostram que podem ser felizes, não vendo, mas sim sentindo. Esses deficientes vão dar mais valor para a sua essência que é divina e as vontades do seu espírito que é livre.
Muitas vezes o sentir é mais valorizado e importante do que o enxergar. Sempre que damos oportunidades de seguir o que o espírito deseja a recompensa é tão grande e gratificante que a pessoa passa a se sentir cada vez mais forte. A questão da perda da visão se torna pequena pois ela passa a agir conforme o seu interior que é sentindo e não como o mundo impõe de forma invasiva.
O sentir surge do nosso interior e quando bem desenvolvido se expande para o externo. Ele passa pela nossa verdade e pelo nosso foco de seguimento de vida. O externo é imposto como uma moldura pela qual precisamos viver de uma forma que no fundo a pessoa sabe que vai contra seus princípios, mas ela aceita esta imposição para ser também aceita pela sociedade. Para viver no mundo é preciso ser magra para ser bela e sofisticada. É preciso sorrir sempre para o que não queremos para obter "garantias" com o parceiro, nesse caso cria-se a fantasia do medo de ficar sozinha e o apego ao outro que é confundido com o sentimento de amor. É preciso trabalhar no que não traz satisfação profissional para poder ter uma vida financeira melhor e assim segue. Para o mundo o que importa é a aparência e não o bem estar emocional. É por este motivo que as pessoas permitem que a Depressão, o Estresse e a Síndrome do Pânico entrem em suas vidas.
Na deficiência visual é encarado o luto da perda da visão que é um processo difícil, mas pelo outro lado se ganha a maturidade emocional. O motivo da maturidade emocional é que os deficientes passam a conhecer-se a si próprio melhor e a respeitar suas vontades. Aceitam e assumem para si seus limites e por esta postura madura e firme ganham oportunidades de ir além. Não se deve vitimizar perante um limite, agindo desta forma você abre um caminho ruim e distorcido para sua própria mente perturbá-lo.
Os deficientes visuais podem e devem viver uma vida normal e em muitos casos melhor do que os que enxergam ao extremo, que as vezes querem ver até o que não existe, pois já estão perdidos na loucura do mundo. Guiam-se pela correria, o estresse e as paranóias. Ou seja, vivem fechados para o seu "eu" e abertos para viverem do jeito que o mundo quer.
Os deficientes agem da maneira que muitos não tem coragem, em escutar a si mesmo. Algumas pessoas quando lerem esse artigo irão pensar que não podem parar para se escutar, pois o mundo gira e tempo é dinheiro. Infelizmente esse pensamento além de ser limitado é mentiroso. Todos nós podemos ser ricos, mas a riqueza precisa se iniciar de dentro para fora. Muitos se deixam levar pela riqueza externa (o mundo de aparências), por isso todos acabam vivendo insatisfeitos, porque no fundo sentem medo da felicidade. São pessoas que gostam de sofrer e de se vitimizarem para o outro tomar conta, pois é muito mais fácil assim do que definir uma postura adulta sendo dona de si. Uma pessoa que se encontra desta forma negativa até o seu inconsciente lha sabota, pois ele já está dominado pela mente negativa. Entrando nessa loucura, a pessoa permanece sempre estacionada e usando as pessoas como muletas.


por Simone Costa

domingo, 9 de novembro de 2008

A PSICOLOGIA NA ONCOLOGIA


por Simone Costa


Entendendo a Psicossomática


É sabido que a origem Psicológica sobre o Câncer está relacionada à mágoa.
Existem pessoas que vivem de forma sofrida e negativa guardando apenas raiva e rancor dentro de si, não aceitam ajuda de amigos ou entes queridos que estejam ao seu redor e não conseguem assimilar seus próprios problemas que tendem a crescerem com o decorrer do tempo até tornarem-se insuportáveis. Essas mesmas pessoas deixam passar oportunidades em suas vidas pelo motivo de não conseguirem enxergar nada além do que seu próprio sofrimento. É uma situação que cria um grande desgaste em todas as pessoas que querem ajudar, até mesmo por que em muitos casos é nítido para o externo o erro que essas pessoas estão fazendo consigo e a negação interna sendo usada como mecanismo de defesa para não encararem tal fato. Nesse caso classificamos esse processo como resistência. É a negação em lidar com os conflitos e com suas emoções. A pessoa que se encontra resistente, vai começar a atrair só negativismo, pois é dessa forma que ela está e é dessa forma que a vida vai tratá-la. Caminhando mais um pouco por esse processo, no qual ela continua se afundando e não usando seus olhos e ouvidos para o positivo, por fim o corpo passa a falar e ela descobre que psicossomatizou um Câncer. Esse é o processo da Psicossomática. Ela surge no final quando a pessoa não conseguiu trabalhar suas questões, não conseguiu dar valor para si, não deu ouvidos para quem quis ajudá-la e acabou infelizmente passando para uma etapa mais séria. É importante quando a pessoa não está estruturada, procurar ajuda para que esse profissional a guie fazendo com que ela consiga entender o porquê de todos esses conflitos e a conecte com a realidade. Muitas vezes vai ser difícil e não vai adiantar muito. Mas se a pessoa estiver aberta no sentido de querer ajuda perante esse momento crítico de sua vida, ela vai conseguir captar e internalizar as palavras de conforto das pessoas. Seu inconsciente vai passar a agir fazendo com que ela entenda melhor o seu processo. Precisa-se de muita paciência, pois podem ocorrer alguns casos em que a pessoa tem consciência de seus conflitos internos, mas não tem a força para agir. Nesse caso deve-se ao mal que ela deixou penetrar em si e que tirou seu libido para ter atitude de lutar contra o problema.
A vida é feita de escolhas o tempo inteiro. Escolhas que podem ter conseqüências ou não. Momentos em que você perde de um lado, mas ganha do outro. Se a pessoa estiver fechada para seguir em frente e para o novo, ela vai enxergar apenas o lado sombra. O lado sombra é o nosso lado negativo e escuro, mas que pode tornar-se bom e positivo se for desenvolvido. Por exemplo, a criança é briguenta, teimosa e muitos pais a vêem como se fosse um lado ruim nela. Mas é um lado que pode ser bom e que está apenas sombreado, ou seja, está sendo utilizado de uma forma negativa no momento, mas pelo motivo da criança não ter consciência ainda. Futuramente pode ser transformado em algo bom como uma personalidade forte na pessoa ou uma insistência em sempre lutar e não desistir fácil. Mas isso ocorre se ela for trabalhando suas emoções no decorrer de seu desenvolvimento. Em caso contrário pode continuar birrenta e teimosa na vida adulta, atrasando os seus progressos ou o modo distorcido de lidar com as situações.
Hoje em dia é comum também observarmos pessoas que não vivem com o que tem ou com o que foi conquistado ao longo da vida e sim apenas com o que foi perdido e deixado para traz. Trabalham sempre na falta e no que poderia ter sido, não possuem um olhar de prosperidade e abundância. Chamamos isso de Crença Limitadora. É preciso tirar esse escudo de resistência ao novo. É necessário estarmos mais abertos para o que à natureza nos proporciona em oportunidades, pois é dessa forma positiva e inovadora que atrairemos sempre coisas boas em nossas vidas.

A doença como caminho – Um olhar real e positivo.

É normal hoje em dia as pessoas que são diagnosticadas com Câncer, desabarem e acharem que nada vale mais a pena na vida. Mas é exatamente neste momento de crise que entramos com a Doença como Caminho.
Um exemplo para melhor esclarecimento seria em relação a uma pessoa que já estava vivendo sua vida emocionalmente mal e sem querer enxergar nenhuma luz para resolução de seus conflitos, momentos antes da mesma ser diagnosticada, olhamos para traz e lembramos o quanto a sua vida já estava sendo jogada fora. Não queria ajuda das pessoas e muito menos se levantar. Então vamos observar de um modo positivo como encarar o Câncer. Agora esta pessoa não vai poder mais continuar se afundando como estava, chegou à hora de centrar-se no real e cuidar de si. Parar, respirar e rever todo o mal que ela estava vivendo e ter a consciência de que vida lhe deu oportunidades, mas não foram absorvidas e sim abstraídas. Verificar ao ponto que chegou e o que fez consigo. Sua mente estava lhe perturbando tanto que acabou internalizando em seu corpo todo esse mal e não teve forças em colocá-lo para fora. Infelizmente nesses casos as pessoas acordam perante um choque ou um susto. Com isso passa-se a pensar que chegou a hora de realmente se cuidar, não tem como ficar levando a vida da forma que estava. É aprender a transformar o mal pelo bem. Não ficar remoendo para que o problema tornar-se cada vez maior e nem se vitimizar perante o fato. Então a pessoa cai um pouco em si. As vezes pode até ficar em estado de choque ao observar a que ponto chegou com sua própria vida. Atrair um Câncer é muito sério, são muitas mágoas e rancores guardados. É aquele nó no peito que não foi desfeito, acabou virando uma bola de neve de coisas mal resolvidas, estourou e se espalhou como um Câncer.

O tratamento na Psicologia

É importante o papel dos familiares junto ao tratamento. Eles precisam saber como lidar com a situação, mas antes é necessário que aprendam a lidar com a notícia em relação ao ente querido. Devem se conscientizar com o problema, estruturarem-se, para depois ficarem mais fortes para cuidar do outro. Se alguns dos familiares não assimilarem isso, podem acabar atrapalhando mais do que ajudando. A pessoa diagnosticada entra num processo sensível tanto no nível físico como emocional. Não é viável as pessoas ao seu redor transparecerem sentimentos negativos ou de fraqueza como um choro, ansiedade e nervosismo. O que ela mais vai precisar é de apoio para continuar vivendo e caminhando.
É um período da vida muito crítico em que a pessoa vai passar por processos dolorosos como invasão, falta de privacidade e em outros casos até mesmo sofrer mutilação. Na Oncologia é importante o papel do psicólogo, pois é ele que vai resgatar a identidade que é tirada do paciente e ajudá-lo a elaborar seu luto. Existem perdas complicadas pelas quais o paciente sofre como não obter mais a sua residência fixa e sim uma “residência hospitalar”, o mesmo passa a freqüentar hospitais e clínicas o tempo todo, deixando exposta a sua privacidade e intimidade, não consegue ficar perto de suas próprias coisas e passa a não ser mais classificado como indivíduo e sim como paciente. É de extrema importância, os familiares e amigos continuarem sempre acentuando suas habilidades, talentos, para que no decorrer da doença isso não se apague e ele não se sinta com um vazio em ter perdido algumas coisas conforme descritas no parágrafo acima. Essas conquistas devem ser mantidas acesas dentro do paciente, deixando-o fazer as coisas normais do dia a dia. Como por exemplo, tomar banho sozinho, para ele sentir que ainda consegue ter controle sobre ele mesmo, sobre seu corpo e ter esse momento único e exclusivo de intimidade consigo sem ter ninguém por perto o invadindo. Sentir que ainda é dono de si, de suas vontades e principalmente perceber que sua força interna ainda esta ali. As tarefas do seu dia a dia precisam continuar sendo realizadas para ele sentir-se vivo. É importante que os familiares tenham a percepção que ele esta disposto a realizar essas tarefas e o deixarem à vontade. No momento em que os mesmos acham que devem ajudar, podem estar acentuando no paciente uma acomodação e um sentimento de dependência. Mais sério ainda podem fazer com que a pessoa sinta-se inútil e impotente. Podem demonstrar que ele não consegue viver mais sozinho e sem pessoas ao seu redor. Neste momento é importante pedir ajuda de um profissional para identificar o melhor caminho a seguir e qual o melhor procedimento.

Alguns focos importantes em relação ao Câncer de Mama

Em alguns casos no que diz respeito ao Câncer de mama e a mutilação, a mulher perde a noção do seu esquema corporal que significa uma parte do seu corpo. É uma doença que mexe profundamente com a vaidade da mulher, com seu ícone feminino e principalmente com a sua própria identidade. É como se fosse embora uma parte do seu próprio “eu”. Gera preocupações futuras como rejeição, abandono e perda do referencial anterior como mulher. Engloba também questões sexuais, psicossociais e auto estima. Aprofundando, pode mexer com questões relacionadas à infância, desde o nascimento à amamentação. Vou explicar o por que. O Seio da mulher é o órgão de unidade e ligação entre mãe e filho. É o símbolo materno de maior acolhimento para com o bebê.
A amamentação é um dos melhores momentos que uma mãe pode dar ao seu filho. O leite é o alimento de importante significado para ambos, tanto para a mãe que doa e para o filho que recebe. Em torno desse encontro existe um laço de amor eterno e profundo.
Devido ao câncer de mama, a mulher pode não sentir-se mãe por completa. Ela acaba se sentindo invadida e com um vazio interno daquilo que foi tirado de seu próprio corpo bruscamente. Aquele pedaço de doação e união que poderia ser dado ao seu filho.
Com esse processo a mulher não se sente útil em dar 100% de amor para o bebê. É um caso sério que necessita de um acompanhamento psicológico para que a mulher trabalhe internamente suas perdas e assimile seu luto devido à ausência da mama. É preciso voltar e recuperar sua alegria de viver, seu amor próprio e reconstruir a sua identidade. Após recuperar essas questões ela conseguirá transmitir o amor completo ao seu filho, pois ela já vai estar com esse amor dentro de si mesma. Seus conflitos internos já vão estar bem elaborados e aceitos. Uma mãe, com essas questões resolvidas vai estar estruturada para montar um ambiente acolhedor e de calor materno ao bebê. O amor será mais intenso e transparente. É importante esse ambiente, pois é ele que vai dar sustentação e base ao todo.
Quanto mais estivermos abertos para compreender, aceitar nossas falhas e limites o nível de cobrança em cima de si mesmo diminui. Se a pessoa der muita importância para os conflitos eles permanecem na mente intensamente de forma negativa como pensamentos obsessivos, surgindo a confusão mental e passando por cima de princípios que já foram conquistados e internalizados. A vida nos coloca frente a alguns conflitos para podermos entendê-los e não para ficarmos nos colocando em posição de vitima perante a ele.
Como coloquei no parágrafo acima, assumindo suas fraquezas, limites e também seus erros, você consegue conquistar a sua maturidade emocional, pois é ela que nos dá condições de criar expectativas saudáveis a nosso próprio respeito.

Aprendendo a viver a vida naturalmente.

O relacionamento dos familiares e amigos, junto ao portador da doença deve ser sempre conduzido de maneira positiva. Ajudá-lo a perceber que pode viver sua vida normalmente como todo mundo e incentivá-lo a voltar ao trabalho para que continue com sua independência, são pontos importantes que devem ser valorizados.
As pessoas de um modo geral acreditam que o Câncer é sinônimo de sofrimento e morte. Isso é um engano, hoje em dia as pessoas portadoras do câncer estão obtendo mais qualidade de vida, devido à evolução da Medicina. Por tanto encare como um processo de vencimento de barreiras e aprendizado. Continue com seus sonhos e projetos. Isso também serve para as pessoas ao redor transmitirem a mesma energia ao portador. A pessoa precisa acreditar que é capaz e que pode continuar trabalhando e produzindo. No ambiente de trabalho, por exemplo, os colegas precisam aprender a lidar melhor com suas emoções para depois poderem transmitir a maturidade necessária ao outro. Não olhar o portador como uma pessoa fraca. Todo mundo é igual e nosso potencial e luz independente do que aconteça estará sempre ali dentro de nós mesmos. Uma pessoa que transmite essa fraqueza como um olhar de pena ou um sentimento de tristeza, precisa trabalhar melhor suas questões, para depois enxergar a pessoa não como um portador de Câncer e sim como um portador de forças. É muito importante a pessoa não se desvincular de seu trabalho enquanto tiver forças fisicamente. Conforme ela continuar com sua independência no trabalho automaticamente vai obter essa mesma independência perante a doença não se entregando a ela. A nossa base para a vida é estar com os pés fixos no profissional. É importante essa realização, pois é ela que vai dar forças para o resto do todo evoluir junto. Aos colegas de trabalho, transformem o ambiente de vocês em um clima harmonioso e aprenda com o potencial e a força de uma pessoa que mesmo sabendo de sua doença, também tem a consciência que pode viver normalmente.
Quem sabe não será essa pessoa que vai lhe ajudar a enxergar coisas que você em algum momento pode estar bloqueando.

Projeção X Psicossomática

É importante ajudar uns aos outros com prazer e sem esperar nada em troca. Existem pessoas que em alguns momentos de suas vidas abandonam a si mesmo para fazer tudo pelo outro. Não seguem com sua própria vida, não se casam, não trabalham e não possuem uma vida social ativa. Esse é um processo pelo qual muitas pessoas passam sem perceber a roubada que estão se metendo. Para você obter uma paz em sua consciência, deve-se ajudar sem auto se abandonar. Vou explicar como funciona esse processo. A pessoa no fundo sabe que sua vida não anda bem, acha que sua função é unicamente ajudar as pessoas e inconscientemente passa a dedicar-se aos outros. Permanece sempre disponível para o outro menos para ela mesma. Futuramente a mesma vai criando um vazio dentro de si e esse mesmo vazio significa a sua vida que está sendo abandonada. Esse buraco que é o seu vazio interno também vai ser usado de forma negativa. Como por exemplo, a pessoa vai começar a manipular e projetar em cima do outro aquilo que ela não faz por ela mesma e esse vazio a ser preenchido será a esperança de que esse "outro" reconheça os seus valores e o que ela tem feito por ele.
Se nesse caso ela estivesse cuidando desse "outro", e paralelamente cuidando de si, não abandonando sua vida e nem suas conquistas, ela cuidaria com prazer e saberia que o mesmo não tem obrigação de suprir sua carência e sua falta de amor próprio. Se a pessoa ajuda e ao mesmo tempo existe uma cobrança, é porque esta ajuda já está sendo usada negativamente. Tudo que é feito com prazer não pode existir cobrança.
A explicação acima é para entender que nesse processo que envolve o abandono de si e projeção, a pessoa acaba psicosomatizando também outras doenças. A loucura nesse processo pode ser tão intensa, que pode chegar ao ponto de culpar o outro pelo seu próprio sofrimento e pela atração da doença psicosomatizada. A culpa que era para ela sentir consigo mesma, devido ao seu autoabandono, ela projeta no outro. É importante um acompanhamento de um psicólogo que mostre todo esse caminho que ela vem percorrendo até ela conseguir entender, internalizar, assimilar e colocar ação para a mudança. Voltar a ter o amor perdido por ela mesma, e a partir desse momento, conseguir dar alguma coisa para o outro.